O Envolvimento da Linha Espiral nas disfunções de ombro

Quando ouvi Thomas Myers falar que a maioria das disfunções dos membros superiores tem a ver com o posicionamento da caixa torácica, fiquei MUITO intrigada.

Como seria isso?

Não entendi especificamente O COMO naquele momento, mas segui na minha jornada de aprendizagem com ele sobre os Trilhos Anatômicos e sua influência sobre a postura humana.

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A Linha espiral
Fonte: Trilhos Anatômicos, de Thomas Myers

Aos poucos fui entendendo como as partes do corpo se relacionam e influenciam umas as outras.
De tanto olhar para as fotos dos meus pacientes e tentar reproduzir no meu corpo os padrões que eu encontrava, consegui me dar conta e entender o que Myers estava querendo dizer.

Imagine que o seu paciente tem uma ROTAÇÃO da caixa torácica para a direita com relação à pelve. Experimente em você. Fique em pé e rode a sua caixa torácica para a direita. Perceba o que acontece com a sua cabeça e seus membros superiores.

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Você não vai “andar pela vida” assim não é mesmo? Naturalmente você organizará suas escápulas e membros superiores para ficarem voltados à frente e não para o lado direito. A cabeça provavelmente também tentará se organizar para trazer seus olhos para a linha do horizonte. Ninguém anda para a frente olhando para o lado, exceto por alguns segundos, pois isso colocaria a pessoa em risco, de bater em alguém ou sofrer uma queda por não ver um obstáculo, por exemplo.

Faz sentido para você?

A LINHA ESPIRAL dos Trilhos Anatômicos está DIRETAMENTE envolvida nestes padrões de rotação da caixa torácica.

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Ela parte da cabeça pelo esplênio, cruza sobre os processos espinhosos para o lado oposto se conectando com rombóides, serrátil anterior, por baixo da escápula e oblíquo externo, a partir daí, cruza pela frente do corpo sobre a cicatriz umbilical e se conecta com o oblíquo interno do outro lado. Bem maluquinha! Experimente fazer este trajeto com uma faixa elástica para sentir no seu corpo os posicionamentos influenciados por esta linha.

Pensando somente na Linha Espiral da cabeça até a pelve, na rotação da caixa torácica, principalmente teremos oblíquo externo esquerdo e oblíquo interno direito presos curtos, serráteis presos longos, principalmente o esquerdo. Quando fazemos estas compensações no posicionamento da cintura escapular, a sua biomecânica é diretamente influenciada, tornando o complexo do ombro suscetível à lesões.

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Sabemos o quanto está região é complexa e uma biomecânica “perfeita” é necessária para que tudo corra bem.
Mas COMO, se a base (caixa torácica) de sustentação para a cintura escapular está fora do seu eixo?

Portanto, independente do diagnóstico do seu paciente, quer seja tendinite, bursite, artrose e outros, OLHE PARA O PADRÃO DO TODO. Comece pela região sintomática e depois aborde o todo.

Sugiro que tu te faça uma pergunta: o que está acontecendo nesta estrutura que está fragilizando a região sintomática?
Pegue essa curiosidade que surge e olhe INTEGRALMENTE seu paciente.

Tenho certeza que tu vais te surpreender com a quantidade de informações que vêm a partir deste olhar.

Experimenta e me conta aqui nos comentários.
Falamos em breve.

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